Postado em 06 de Junho às 21h50

Palestras debatem descarte de resíduos sólidos, preservação e sustentabilidade empresarial

Sustentabilidade (26)

Seminário Internacional encerra em Chapecó com participação de Portugal em mesa redonda sobre resíduos sólidos

Membro do Fórum de Resíduos Sólidos de Chapecó e empresa signatária do Movimento ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU, a Servioeste Soluções Ambientais encerrou nesta quinta-feira (6) a participação no II Seminário Internacional de Sustentabilidade e a I Feira Municipal sobre o tema no Centro de Eventos em Chapecó. Foram 28 empresas participantes, 30 entidades e 40 trabalhos acadêmicos apresentados em dois dias de evento.

Em mesa redonda sobre resíduos sólidos, o major da Polícia Ambiental Paulo Ramos dos Santos, o advogado Fabrício Soler, o consultor Claudio Bellaver e a professora, doutora da Universidade de Porto (Portugal), Patrícia Berardi, encerraram o Seminário na noite desta quinta. Eles debateram alternativas no Brasil e em Portugal para políticas públicas no setor que abrange o descarte correto de resíduos sólidos e a reciclagem.

Maior atração da noite, a professora portuguesa Patrícia Berardi, via videoconferência, apontou os avanços de Portugal na economia circular, um dos desafios do Brasil para aumentar o ciclo de vida útil dos produtos e descartar cada vez menos resíduos. Ela destacou o trabalho das empresas em Porto, cidade sustentável e inteligente que busca o certificado de cidade circular até 2030. Lá, o setor de construção civil trabalha para transformar resíduos em recursos, por meio do reaproveitamento das sobras dos materiais utilizados nas obras. Outro exemplo é da empresa que transformou 44 mil toneladas de resíduos orgânicos em 11 mil toneladas de fertilizante natural, além da empresa de ar condicionado que economizou 32 milhões de euros com o recondicionamento de 60% dos equipamentos.

“É preciso pensar nisso antes mesmo de começar a produzir, porque a economia circular se mostra muito positiva. Significa olhar para a natureza e trabalhar com a natureza”, destaca Berardi.

O advogado Fabrício Soler abordou os avanços e os desafios da logística reversa no Brasil, destacando a necessidade de o País criar normas específicas, simplificá-las e criar incentivos fiscais para que as empresas sejam incentivadas a investirem em produtos aptos à reciclagem.

“Três mil municípios ainda trabalham com lixões e não com aterros sanitários adequados no Brasil, mesmo com 10 anos de legislação em vigor. É uma realidade dramática e catastrófica quando olhamos para o setor público. No privado, os produtos recicláveis são tributados duas vezes, a burocracia ainda é grande e os consumidores precisam entender que fazem parte do processo de descarte correto de resíduos sólidos. Sem eles, não há sistema de logística reversa”, aponta.

Já o consultor Cláudio Bellaver explanou sobre as soluções para os resíduos agroindústrias e urbanos, como a compostagem, produção de biodiesel, biogás, fertilizantes e rações.

Palestras

Além da mesa redonda, o evento trouxe na quarta à noite palestras sobre sustentabilidade empresarial, proferida pelo diretor de sustentabilidade da Natura, Keyvan Macedo, e sobre as interferências do “Rios Voadores” na região Sul do País, proferida pelo pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Lincoln Muniz Alves. 

Os Rios Voadores abordados por Alves são uma espécie de curso d’água invisível que circula pela atmosfera. É a umidade gerada pela Amazônia e que se dispersa por todo o continente sul-americano. As principais regiões de destino são o Centro-Oeste, Sudeste e o Sul do Brasil. O pesquisador classificou o ciclo de “reciclagem da umidade sobre a Floresta Amazônica”, que abrange 20% da água doce do planeta: as árvores da Floresta Amazônica “bombeiam” as águas das chuvas de volta para a atmosfera, através de um fenômeno denominado evapotranspiração, ou seja, a água das chuvas que fica retida nas copas das árvores evapora e permanece na atmosfera em forma de umidade. É exatamente essa umidade que forma os rios voadores.

Alves alertou sobre o aumento das temperaturas no Brasil, especialmente na região Sul, provocado pelo desmatamento da Floresta Amazônica, as mudanças climáticas que já estão em curso e chamou a atenção para a importância da preservação da Amazônia como fator determinante para a sustentabilidade do planeta.

“O desmatamento da Amazônia impacta diretamente no clima, que está mudando e as temperaturas médias estão aumentando. Se aumentar o desmatamento que já compreende 8 mil km², este impacto pode resultar em mais chuvas no Sul, mudanças no ciclo sazonal da chuva e trazer transtornos para as cidades. Por isso é importante olharmos para o todo, não só para o local, porque tudo está relacionado”, enfatiza o pesquisador do INPE.

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