Postado em 26 de Agosto às 08h25

Resíduos em aeroportos exigem tratamento especial

Sustentabilidade (25)

Servioeste é a empresa responsável pela operação da Central de Resíduos Infectantes do RIOgaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim e pela coleta de cerca de 300 toneladas de resíduos comuns por mês

Você já parou para pensar qual é o destino daquele copo de café que toma enquanto espera seu voo? Ou então, da embalagem do lanche que consumiu dentro do avião? O que parece ser óbvio é algo que envolve um processo bastante complexo. Por uma questão de saúde pública, todo resíduo produzido em aeroportos, inclusive a bordo de aeronaves, exige cuidados sanitários específicos e destinação correta.

O aeroporto é um local onde circulam milhares de pessoas e, consequentemente, a produção de resíduos é alta. No RIOgaleão – Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro/RJ, um dos maiores do Brasil, são coletadas, em média, 800 toneladas de resíduos por mês. Para dar conta de toda essa demanda, a Servioeste realiza a coleta dos resíduos comuns, em média, três vezes por dia, sendo ainda responsável pela operação da Central de Resíduos Infectantes, que funciona 24 horas por dia dentro do aeroporto.

Uma das preocupações dos órgãos ambientais é com os resíduos considerados infectantes gerados em aeronaves internacionais. Para evitar uma possível transmissão de doença trazida de outro país, os resíduos precisam ser tratados e, só depois, encaminhados para o aterro sanitário, local para onde vão também os resíduos não recicláveis gerados no aeroporto. O aterro obrigatoriamente precisa ficar há mais de 20 quilômetros de distância para não atrair aves que representem risco para pousos e decolagens.

Para tornar mais eficiente o processo de descarte de resíduos no RIOgaleão, centenas de pontos de coleta seletiva estão distribuídos em todas as áreas do aeroporto. Além de desenvolver melhor consciência ambiental aos 16 milhões de passageiros que circulam por ano pelo local, a coleta seletiva também contribui para o processo de reciclagem. Atualmente, 40% das 300 toneladas de resíduos coletados pela Servioeste por mês, são reaproveitados por cooperativas de reciclagem.

O gerente operacional da Central de Resíduos da Servioeste no RIOgaleão, Anderson Pereira Lira, explica que todas as demandas são atendidas com excelência por um grupo de 27 colaboradores altamente qualificados para o trabalho.

“Nós temos uma central específica para o tratamento de resíduos infectantes. Também temos o cuidado de manter a frequência na coleta e em transportar separadamente os resíduos para os devidos destinos, conforme sua classificação. É um grande desafio diário que realizamos com muito zelo, atendendo todas as especificações sanitárias”.

A Servioeste, que está no mercado há 20 anos e atualmente atende cerca de 16 mil clientes em todo o país, está há três anos atuando no gerenciamento dos resíduos no RIOgaleão. 




 

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