Postado em 15 de Maio às 14h16

Salões de beleza também geram resíduos de saúde

Meio Ambiente (59)

Lâminas de barbear, agulhas de micropigmentação e produtos químicos utilizados no salão de beleza precisam de descarte consciente

A cada ano a produção de resíduos aumenta. São aterros e lixões que recebem enormes quantidades de resíduos descartados, transformando o espaço em uma grande montanha de restos. No meio destes resíduos orgânicos e recicláveis, encontram-se resíduos químicos e de saúde, provenientes de um descarte incorreto.

No Brasil, os resultados da pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) aponta que em 2017, 4.518 municípios prestaram os serviços de coleta, tratamento e disposição final de 256.941 toneladas de Resíduos de Serviço de Saúde (RSS), o equivalente a 1,2 kg por habitante ao ano. Esse número representa uma diminuição na geração de 0,04% em relação ao total gerado em 2016.

Mas se engana quem pensa que esses resíduos químicos e de saúde são gerados somente em hospitais ou farmácias. Segundo a Anvisa, resíduos de serviços de saúde são aqueles gerados em todos os serviços relacionados ao atendimento à saúde humana ou animal, inclusive nos serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de campo. Nesses resíduos incluem-se os gerados em laboratórios analíticos de produtos para saúde, necrotérios, funerárias, serviços de medicina legal, drogarias e farmácias, estabelecimento de ensino e pesquisa na área de saúde, centro de zoonoses, distribuidores de produtos farmacêuticos, unidades móveis de atendimento à saúde, serviços de acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares.

Sendo assim, nesse grupo se encaixam também os salões de beleza, por produzirem resíduos provenientes dos pés e das mãos, como as cutículas, assim como as lâminas usadas para fazer barba, bigode ou para aparar o cabelo em regiões como a nuca e a costeleta, que podem ficar contaminados por sangue. Produtos químicos usados em tinturas, permanentes, progressivas, alisamentos e descolorações também podem ser prejudiciais para o meio ambiente, impactando principalmente a água.

Conforme explica a engenheira ambiental e sanitarista do Grupo Servioeste, Dalila Gonçalves, os salões de beleza, segundo a RDC 222/2018, são geradores de resíduos de serviços de saúde. “Dessa forma encontram-se resíduos com características físicas, químicas e biológicas que precisam de destinação ambiental adequada, evitando contaminação na natureza”.

Os resíduos de produtos químicos utilizados no salão, assim como luvas usadas na manipulação precisam de tratamento compatível com as características químicas desses resíduos, levando em conta o risco associado. Nesse caso, o tratamento se dá pela incineração.

Já as lâminas de barbear, agulhas utilizadas em micropigmentação ou demais materiais desse segmento precisam ser acondicionados nos coletores próprios para perfurocortantes, visto que é a embalagem adequada e resistente a perfurações, vazamentos e ruptura. O tratamento desses resíduos com riscos biológicos é feito por autoclavagem.

A Servioeste oferece os produtos adequados para o acondicionamento desses materiais, além dos serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos dos serviços de saúde, proporcionando uma melhoria na saúde pública e na preservação do meio ambiente.
 

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