Postado em 14 de Maio às 10h02

Infecção hospitalar

Controle passa pelo tratamento de resíduos de saúde

No Brasil, de 100 pacientes internados, 14 são infectados enquanto recebem cuidados de saúde. 

Tiago Danelli, farmacêutico, especialista em Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e doutorando em Fisiopatologia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), explica que estas infecções estão associadas a grupos de microrganismos multirresistentes conhecidos como grupo ESKAPE, que apresentam altas taxas de morbimortalidade nos ambientes de assistência à saúde, justamente devido à resistência a medicamentos antimicrobianos potentes de uso hospitalar.

Além dos altos índices de mortalidade, envolvem custos elevados de tratamento e ampliação do tempo de permanência nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), o que acaba reduzindo a disponibilidade de leitos para tratar outras enfermidades.

“Os microrganismos ligados às IRAS estão relacionados a infecções oportunistas em pacientes imunodeprimidos, com saúde debilitada ou suscetíveis, como aqueles que passaram por processos cirúrgicos, acidentes automobilísticos, queimaduras, câncer, etc. Toda bactéria multirresistente é preocupante, pois frente a uma baixa imunológica ou em pacientes com comorbidades, pode gerar infecção”, assegura Tiago Danelli.

Projeção da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que até 2050, 10 milhões de pessoas poderão morrer a cada ano devido a infecções causadas por microrganismos multirresistentes. Em 2019, a organização divulgou as 10 ameaças à saúde global, dentre elas, a resistência antimicrobiana, principal entrave no tratamento das infecções hospitalares.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as infecções hospitalares podem ser controladas com medidas de prevenção:

Lavagem completa e padronizada das mãos;

Bons hábitos de higiene – etiqueta da tosse e espirro;

Uso adequado de álcool 70%;

Uso correto de Equipamento de Proteção Individual (EPIs);

Atualização do calendário de vacinação dos profissionais;

Controle e monitoramento da colonização de bactérias nos pacientes;

Isolamento dos pacientes quando houver indicação clínica;

Monitoramento do ambiente hospitalar;

Limpeza e desinfecções dos ambientes;

Correto tratamento de efluentes e resíduos de serviços de saúde.

O termo Infecção Hospitalar foi ampliado há alguns anos. Hoje, fala-se em Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). As IRAS são contraídas em diferentes locais de assistência à saúde, como lares de idosos, home care, hospitais e clínicas, durante internação, procedimentos cirúrgicos ou ambulatoriais, podendo manifestar-se inclusive após alta do paciente. O conceito abrange também as infecções ocupacionais adquiridas por profissionais de saúde.

Resíduos de Serviços de Saúde

A gestão adequada dos resíduos de saúde (RSS) reflete uma cultura de segurança institucional que pode ser determinante no processo assistencial e evitar desfechos desfavoráveis em saúde, afirma Danielly Negrão, doutora em enfermagem, com ênfase em gestão de resíduos de serviço de saúde.

Quando manipulados e descartados de forma inadequada, os resíduos de serviços de saúde (RSS) podem interferir no controle das infecções hospitalares, aumentar a resistência dos microrganismos e representar risco à saúde humana e animal.

A Anvisa exige dos geradores de resíduos a elaboração de um Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), contendo as etapas relativas ao manejo dos resíduos sólidos (da geração à disposição final), bem como as ações de proteção à saúde pública e ao meio ambiente.

A Legislação Federal obriga a existência de Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e de Programa de Controle de Infecções Hospitalares (PCIH) em instituições de assistência à saúde, além da capacitação de colaboradores, visando a prevenção da disseminação de agentes infecciosos.


Postado em 11 de Maio às 09h22

Grupo investe em energia renovável

Tecnologia verde

Numa sociedade em que a consciência ambiental vem se expandindo, as empresas precisam cumprir rigorosamente com a legislação e, se possível, ir além disso. Cada vez mais, a credibilidade de sua marca depende de suas ações pró-meio ambiente. A Servioeste, signatária dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, mantém-se firme na busca por um planeta mais limpo.

Este ano, a empresa optou pela instalação de sistemas fotovoltaicos para produção de energia a ser distribuída entre sedes administrativas e usinas de tratamento de resíduos da Matriz, em Chapecó (SC), e nas Unidades de Maringá (SC), Cascavel (PR) e Rio de Janeiro, e no MSD Hotelaria (Chapecó).

“A qualidade de vida e os cuidados com o meio ambiente são pilares da Servioeste. Nosso dia a dia é trabalhar na gestão de resíduos. Sabemos muito bem sobre a importância da preservação ambiental. Com os geradores fotovoltaicos queremos nos tornar autossuficiente em produção de energia limpa através da radiação solar”, conta Doacyr Balbinot, Presidente do Grupo Servioeste.

Sandra Balbinot, Diretora Financeira da Servioeste comenta: “A sustentabilidade da empresa caminha lado a lado com a sustentabilidade do planeta. Nossas ações sempre estão conectadas à responsabilidade social e ambiental.”


Segundo Mariane Hartmann Crespi, Engenheira Civil da TopSun, o sistema fotovoltaico é dimensionado com base nas informações de irradiação do local nos últimos 10 anos. “Em diferentes locais, existem diferentes irradiações, cada projeto considera a irradiação do local. O retorno do investimento é de três anos, em média. Se a edificação gerar mais do que consumir, os créditos junto à concessionária de energia poderão ser consumidos em até cinco anos”, esclarece. 


Postado em 04 de Maio às 10h19

Responsabilidade Social

Doacyr Balbinot, membro do Rotary Club de Volta Redonda

Presidente do Grupo Servioeste, Doacyr Balbinot, foi convidado a integrar o Rotary de Volta Redonda em decorrência dos serviços prestados pelo o Grupo Servioeste, instalado há dez anos no Estado do Rio de Janeiro.

“A coleta e tratamento de resíduos promovem a qualidade de vida e a sustentabilidade do planeta. Nosso trabalho é melhorar o dia a dia das pessoas. Participo do Rotary com satisfação, pois sei da relevância dos projetos sociais e programas educacionais executados”, conta Doacyr.

Em 2020, Doacyr recebeu o título de Companheiro Paul Harris, uma distinção pelos valores defendidos, tais como a responsabilidade social e a sustentabilidade. A Servioeste é reconhecida como Empresa Cidadã pelo The Rotary Foundaction junto ao Rotary Clube Volta Redonda.

O processo de ingresso num Clube é longo, envolve consulta aos companheiros. “O trabalho do rotariano deve ser alicerçado no objetivo do Rotary que é promover e apoiar o desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um na vida pública e privada”, afirma Anderson Oliveira, atual presidente da Comissão de Desenvolvimento do Quadro Associativo (DQA).

A posse de novos associados ocorreu em três de maio e foi outorgada pelo Presidente do Rotary Internacional pela primeira vez em 116 anos. 

As ações do Rotary são focadas na promoção da paz, saúde, educação, desenvolvimento econômico, combate à pobreza, fornecimento de água limpa, saneamento e proteção do meio ambiente. 


Postado em 29 de Abril às 11h16

Treinamentos online

A gestão de resíduos requer capacitação constante

As capacitações oferecidas pela Servioeste estão focadas na segurança no manejo dos resíduos. Gerenciar resíduos de serviços de saúde (RSS) envolve um conjunto de procedimentos devidamente planejados com base em diretrizes, resoluções e normativas técnicas.

O descarte correto nas lixeiras específicas para cada grupo evita a contaminação dos demais resíduos, a consequente elevação de custos e a exposição dos trabalhadores a riscos ocupacionais.

A correta gestão também requer revisão periódica do Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS).

Caroline Beutler, Engenheira Ambiental e Sanitarista do Grupo Servioeste, observa que a gestão de resíduos requer treinamento, planejamento, monitoramento, avaliação, registros contínuos. “A implementação das ações de manejo dos resíduos objetiva minimizar custos, mitigar impactos ambientais, proteger trabalhadores, preservar a saúde pública e os recursos naturais.”

Solicite orçamento. WhatsApp 49 3361 9696


Postado em 22 de Abril às 11h13

Dia da Terra

Inovação (15)

De garrafa em garrafa...

Companheiras disseminam práticas inteligentes de reaproveitamento de materiais

Myrian Jung e Rita Sautier, professoras aposentadas, construíram sua vida profissional em Chapecó (SC), na área da educação de crianças e adolescentes, criando projetos de conscientização ambiental tanto nas escolas quanto em comunidades carentes. Hoje, Rita e Myrian dedicam seu tempo aos cuidados do sítio, da família, dos amigos, do meio ambiente e no apoio a crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.

O planeta Terra é um dos grandes beneficiados pelo trabalho das companheiras. Há tempos elas praticam a economia circular com foco na sustentabilidade e harmonia com a natureza. Não só são responsáveis pelos resíduos que produzem, como coletam e reutilizam materiais descartados por outras pessoas.

De garrafa em garrafa, Myriam e Rita disseminam práticas inteligentes de reaproveitamento de materiais na construção de verdadeiras obras de arte. Em quatro anos, numa área de nove mil metros quadrados rodeada de árvores frutíferas, córregos e animais silvestres, as duas já construíram uma capela, a “casa do tempo”, para exposição de objetos de valor sentimental, e um espaço gourmet. Seguramente, mais de 16 mil garrafas foram reaproveitadas para erguer cuidadosamente os espaços.

Myrian conta que tinham garrafas armazenadas há bastante tempo. “Na época não havia coleta específica, então, fomos guardando até surgir uma ideia. Sempre procuramos reutilizar em vez de descartar. Cuidar do nosso canto – o Planeta Terra - sempre foi uma prioridade.”

Para as companheiras, preservar está em primeiro plano, mesmo que aranhas gigantes estejam penduradas a poucos centímetros de nossas cabeças. “São lindas, deixa elas aí”, comanda Myrian, e segue falando sobre o trabalho:

“Sem saber nada do assunto, expliquei a ideia à Rita e ao Primo, nosso colaborador e parceiro, e juntos fomos criando. Trabalhamos com a questão da luminosidade e cores das garrafas, erguendo paredes, criando mosaicos e objetos. Vimos que é possível morar numa casa feita com garrafas. Há exemplos em outros países”.

“O processo é demorado e requer criatividade. Com o tempo, aperfeiçoamos as técnicas, estudamos e encontramos maneiras mais práticas de construir”, explica Rita, professora de artes.

Myrian e Rita estão sempre em busca de garrafas e azulejos. Diversos parceiros contribuem com as companheiras: lojas, bares, hotéis e também amigos. Donos de bares e restaurantes alegam ser alto o custo de transporte do material até os depósitos das prefeituras ou usinas de reciclagem, por isso, também agradecem quando as meninas passam coletar. O descarte de garrafas de bebidas alcoólicas e vidros diversos em contêiner de recicláveis, apesar de proibido, é prática comum em muitos municípios.

Resultado do esforço em preservar o meio ambiente, as obras criadas por Myrian e Rita iluminam os olhos pela simbiose entre vidros e natureza e pela esperança de um dia termos um mundo mais saudável.

* Fotos: Arquivo Myrian Jung e Rita Sautier


Postado em 19 de Abril às 15h03

O que saber antes de contratar uma coleta de resíduos?

Não arrisque! Avalie a idoneidade da empresa

A Lei nº 12.305/2009 define que o gerador de resíduos é corresponsável pelo processo da geração à destinação final, portanto, contratar instituições idôneas é fundamental para sua segurança.

Volte sua atenção ao Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGR). Quando bem planejado, ele dará as diretrizes sobre tipos de resíduo, volume gerado e periodicidade da coleta. 

É importante estar familiarizado com o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) - ferramenta de gestão autodeclaratória obrigatória de implantação e operacionalização do PGR, emitido pelo Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão de Resíduos Sólidos (SINIR). Este documento é de responsabilidade exclusiva do gerador, que deverá acompanhar o transporte do resíduo até a destinação final. 

Os veículos de coleta devem ser identificados, portar documentos de inspeção e adequação emitidos por entidades credenciadas. O motorista que realiza a coleta deve ter certificação do curso de Movimentação Operacional de Produtos Perigoso (MOPP).

Antes de contratar, solicite à empresa a comprovação das licenças.


Postado em 13 de Abril às 09h01

Gestão de resíduos aeroportuários

Complexidade do processo exige conhecimento especializado

Consegue imaginar a quantidade de resíduos gerados nos aeroportos brasileiros num contexto em que a movimentação mensal de passageiros chega a 20 milhões entre embarques, desembarques e conexões?

Para além dos passageiros, há toda a comunidade aeroportuária: centenas de funcionários e trabalhadores de diferentes setores circulam diariamente em portos e aeroportos. Muitos aeroportos produzem volumes de resíduos equivalente a cidades.

São resíduos gerados a bordo das aeronaves e navios, salas de embarque/desembarque, terminais de cargas e em todo sítio aeroportuário, incluindo sanitários, praças de alimentação, posto de atendimento pré-hospitalar, comércios e serviços em geral. Dentre estes resíduos estão os biológicos, químicos, radioativos, perfurocortantes, extraordinários, também conhecido como lixo comum, e recicláveis.

Os resíduos aeroportuários são classificados de acordo com sua periculosidade, conforme o Regulamento Técnico de Boas Práticas Sanitárias no Gerenciamento de Resíduos Sólidos nas áreas de Portos, Aeroportos da Anvisa (RDC 56/2008 ).

“A gestão dos de resíduos aeroportuários é de grande complexidade e exige conhecimento técnico especializado, pois, caso não seja realizado dentro das normativas legais, pode colocar passageiros e frequentadores do local em risco, contaminar solo e água, disseminar doenças e gerar elevados custos para a concessionária e para a comunidade do entorno. A melhor forma para garantir qualidade e eficiência é terceirizar a gestão a empresas especializadas”, pontua Anderson Lira, Gerente Operacional da Servioeste.

A Servioeste possui equipe técnica especializada para gerenciar os resíduos provenientes dos portos e aeroportos desde a sua geração até o tratamento, destinação ou disposição final.

Em muitos casos, os materiais recebem tratamento na própria central de resíduos e os rejeitos são encaminhados para destinação final em aterro específico. A gestão de resíduos pode englobar processos como reciclagem, reutilização, compostagem, coprocessamento, reaproveitamento e aproveitamento energético, que contribuem para a sustentabilidade do planeta.