Postado em 16 de Novembro de 2016 às 10h34

Não há Planeta para tanto lixo

Meio Ambiente (82)

A percepção do consumo atrai as pessoas, induzindo-as, por exemplo, a trocar uma casa bem montada por um automóvel, uma despensa forrada de alimentos por um aparelho eletrônico. Daí que, segundo o Relatório 2010 da Abrelpe, em um ano a população cresceu 1%, mas a produção de lixo cresceu 6%. De modo geral, a geração de lixo também está crescendo por causa das altas expectativas de consumo. Tudo ou quase tudo que se produz no mundo vai parar no saquinho que colocamos na calçada ou na lixeira do prédio. A melhor opção ainda é reciclar e reutilizar porém no Brasil a reciclagem ainda não é algo bem sucedido, a Alemanha recicla 48% do lixo; os Estados Unidos reciclam 31%; a Bélgica e a Suécia, 35%. Porém, o Brasil recicla só 13%.
Vivemos numa sociedade que produz para consumir e cria para produzir, num ciclo em que a noção fundamental é a velocidade e a descartabilidade dos materiais. Ou seja: somos uma civilização dedicada a gerar lixo. O mundo gera 30 bilhões de toneladas de lixo por ano. Não há mais espaço para depositar resíduos, e a questão de onde colocá-los virou um enorme problema logístico. Nova York, hoje, descarta lixo a 500 km de distância. O Brasil não fica atrás. Segundo o relatório de 2010 da Abrelpe, a média de lixo domiciliar de cada brasileiro, é cerca de um quilo/dia semelhante à de um europeu. Porém, nossas classes mais altas geram muito lixo, enquanto as classes humildes geram pouquíssimo. 

A alternativa mais viável é reduzir o consumo. Além dos três “R” conhecidos – Reduzir, Reutilizar e Reciclar -, é preciso agregar outro “R” essencial: Repensar. No caso, repensar como produzimos, consumimos e descartamos. Mudando hábitos e estilo de vida, consumindo menos, o cidadão retroage positivamente em toda a cadeia produtiva. Com isso os resíduos diminuirão.

 

Fonte: http://www.revistaplaneta.com.br/nao-ha-planeta-para-tanto-lixo/

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