Postado em 06 de Maio de 2020 às 17h25

Respeito aos pets até na hora da despedida

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O que fazer quando um animalzinho morre

A relação entre os donos e seus animais de estimação envolve um dos sentimentos mais puros que existe: o amor incondicional. Assim como os seres humanos, os pets são capazes de retribuir afeto e carinho recebidos. Mas, como todo ciclo natural, a vida dos animais chega ao fim. Muitos donos desconhecem os procedimentos corretos com relação ao corpo do bichinho.

Doutor Renan Idalencio, supervisor clínico do Hospital Veterinário da Universidade de Passo Fundo (UPF), explica que quando um animal de estimação falece, os tutores devem dar o destino correto ao corpo do animal, visando respeitar as leis e não colocar em risco a saúde humana, animal e o meio ambiente. “Os donos podem envolvê-lo num plástico, caixa de papelão ou pano e levar até o hospital ou ainda clínica veterinária de sua preferência e contratar o serviço de descarte”, indica Renan Idalencio.

O setor de Patologia Animal do Hospital Veterinário da UPF recebe doações de animais mortos para viabilizar as aulas de necropsia, porém, nem todos os donos desejam fazer a doação. 

Caroline Varaschin perdeu Ruffus (Pug abricot) no natal de 2012 e Kimi em 2018. “Deixamos o corpinho na clínica para que tratassem corretamente”, lembra Caroline. 

Tratamento adequado

A Política Nacional de Resíduos Sólidos visa a proteção da saúde pública e a qualidade ambiental e orienta sobre a destinação correta de resíduos de saúde, dentre outros.

Hospitais e clínicas veterinárias são consideradas geradores de resíduos de saúde, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), portando, são responsáveis pelo gerenciamento dos resíduos. O cadáver de um animal é classificado como resíduo de saúde e deve ter destinação correta.

Os geradores deverão acondicionar o corpo do animal em sacos específicos, conforme legislação da Anvisa (RDC 222/2018), dentro de bombonas dispostas em câmara fria até que a empresa especializada no tratamento recolha o resíduo.

O descarte incorreto de resíduos de saúde em locais inapropriados é crime ambiental e prevê sanções penais e administrativas, de acordo com a Lei 9.605.

“Os corpos precisam ter a destinação adequada de acordo com as suas patologias. O Hospital Veterinário faz o encaminhamento de todos os cadáveres com diagnóstico ou suspeita de doença infectocontagiosa ou zoonótica e dos cadáveres em que o tutor/responsável optar por este descarte, através da empresa contratada para esta prestação de serviço”, ressalta doutor Idalencio.

O Grupo Servioeste recolhe todo o resíduo contaminante gerado pelo Hospital Veterinário da UPF, dentre eles, as espécies animais que porventura venham a óbito, procedendo com o tratamento correto do corpo do animal.

Os donos que desejarem sepultar ou cremar o corpo do pet deverão contratar empresa que preste o serviço (cemitério, crematório).

* Com informações Comunicação UPF

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