Postado em 30 de Setembro de 2019 às 08h51

Servioeste completa 20 anos de história

Inspiração (17)

Empresa é pioneira no tratamento de resíduos de serviços de saúde, ajudou a desenvolver a consciência social sobre o destino correto e contribuiu para regulamentação do setor.

No início da década de 90, enquanto o mundo avançada na busca de novas políticas públicas e legislações que garantissem o desenvolvimento mais sustentável, o Brasil estava muito aquém das expectativas do setor. Na época, embora existissem alguns esboços de normas que determinavam que os resíduos tivessem o destino correto, na prática, não era o que acontecia. Raras eram as cidades que presavam pela destinação adequada dos resíduos.

Foi exatamente nesta carência brasileira, em um setor que despontava como um novo nicho de mercado, que a Servioeste surgiu em 1999, em Chapecó/SC, onde ainda hoje fica sua matriz.
A ideia veio durante uma missão empresarial em que Doacyr Balbinot participou em 1994, quando conheceu como diversos países da Europa, entre eles a Alemanha, estavam tratando a problemática do lixo, em especial os resíduos hospitalares.

Na busca por um modelo de projeto capaz de gerar negócios e ao mesmo tempo suprir a necessidade socioambiental brasileira, é que a Servioeste se tornou uma empresa bem-sucedida, apresentando inicialmente para o Sul do Brasil a forma correta de tratar e destinar os resíduos de serviços de saúde, conhecidos na época como lixo hospitalar.

“A ideia era buscar algo que fosse novidade no Brasil, que pudesse crescer e ser bom para as pessoas. Nessa viagem, eu e outros empresários visitamos várias cidades europeias e conhecemos muitos modelos de negócios, entre eles o sistema de tratamento de resíduos da Alemanha. Me chamou muito a atenção e eu realmente tive certeza que daria certo no Brasil”, conta Balbinot.

O primeiro equipamento da empresa, um incinerador, marcou o início das atividades da Servioeste, que fez questão que este equipamento fosse acompanhado pelo sistema completo de tratamento dos gases e reaproveitamento da água, através do circuito fechado. A empresa fez muitos testes e adequações até que o equipamento estivesse pronto e licenciado para atuar. A meta era fazer com que os gases produzidos pelos sistema de incineração ficassem abaixo dos índices permitidos pela legislação brasileira e internacional.

“O projeto inicial precisou de adequações e tivemos apoio até dos Ministérios Públicos Estadual e Federal. O começo foi difícil e demorado, mas tudo aconteceu da forma correta”.

Do incinerador vieram em seguida os demais equipamentos de tecnologias diferentes e a empresa começou a expandir negócios e ampliar mercado. Vinte anos depois, está em sete estados brasileiros, tem dez centrais de tratamento de resíduos e mais de 400 colaboradores.

Atenta às novas tecnologias, a Servioeste tem um setor técnico composto por engenheiros mecânicos e ambientalistas, responsável pelo desenvolvimento de projetos inovadores na área.

A busca pela melhoria contínua é algo intrínseco ao nome da Servioeste, única empresa do ramo no Brasil que tem a coleta de resíduos informatizada e em tempo real. A tecnologia proporciona aos clientes a confiabilidade necessária para a relação de consumo, na qual o gerador continua sendo responsável pelos resíduos até a destinação final, mesmo tendo terceirizado a coleta dos resíduos.

“A relação de confiança após quebrada é difícil de recuperar. Então, diariamente trabalhamos para que nosso cliente e parceiro se sinta seguro ao contratar nossos serviços”, explica Balbinot ao falar que a credibilidade é um dos objetivos primordiais da Servioeste.
 

Contribuição social

A empresa Servioeste tinha uma missão que precedia a própria legislação brasileira: ela oferecia os serviços de coleta, transporte, tratamento e destinação final dos resíduos de saúde que até então eram descartados em lixões comuns, sem nenhum tratamento, ameaçando o equilíbrio ambiental e expondo pessoas à contaminação. A Servioeste começava aí a construção de uma outra realidade, marcando a era da nova consciência social sobre a importância da destinação correta dos resíduos.

A empresa participou efetivamente do processo de estudo, elaboração e constituição das leis que regulamentam o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde no Brasil, que tem hoje legislações fortes, obrigando os geradores a darem o destino correto aos resíduos que produzem.

“Foram muitas reuniões com promotores de justiça, juízes, prefeitos e outros administradores públicos. Nós começamos a apresentar planos de gerenciamento que contribuíram para a criação de leis no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. No Paraná, por exemplo, praticamente toda a legislação atual em vigor é resultado daquilo que nós sugerimos”, explica Balbinot ao afirmar que o trabalho foi desafiador e feito a muitas mãos.

Mesmo depois que o descarte correto dos resíduos de serviços de saúde passou a ser regulamentado, houve muita polêmica e resistência.

“A gente viveu muitas formas de enfrentamento. Os geradores de resíduos achavam que nós queríamos ganhar dinheiro, mas nós estávamos apresentando a solução de um problema que era responsabilidade deles. Hoje é gratificante saber que ajudamos as pessoas a entenderem que não era só um serviço, e sim uma mudança de comportamento pela sustentabilidade”, conta Balbinot.

Depois da regulamentação

Apesar de os primeiros ensaios para regulamentar o gerenciamento de resíduos de serviço de saúde datarem de 1991, foi só em 2004 que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), através da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº306, adotou critérios e regulamentou o setor, visando a preservação da saúde pública e qualidade de vida. O regulamento técnico passou a ser aplicado a todos os estabelecimentos que prestam serviço de saúde humana ou animal, os quais passaram a ser responsáveis pelos resíduos que produzem, sendo obrigados a elaborarem um plano de gerenciamento para os seus resíduos (PGRSS). Em 2005, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) também regulamentou o tratamento e a disposição final dos resíduos de serviço de saúde.

A partir deste período, a procura pelos serviços aumentou e a Servioeste expandiu os negócios. Uma nova unidade foi comprada em Maringá/PR e em seguida foram implantadas centrais de tratamentos nos municípios de Barra do Piraí/RJ, Patos de Minas/MG, Pescaria Brava/SC, Queimados/RJ, Canoas/RS, Aeroporto RIOgaleão no Rio de Janeiro/RJ, Campos de Goytacazes/RJ e Cascavel/PR.

Embora em ascensão, o setor ainda encontra desafios na legislação. Apenas em março do ano passado o Brasil aprimorou as boas práticas de gerenciamento dos resíduos de serviço de saúde (RDC 222) e prestes a completar 10 anos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), o país ainda conta com cerca de 3.000 lixões a céu aberto, contrariando as medidas estabelecidas pela lei. Os municípios têm até 2021 para regularizarem a situação e destinarem corretamente todo e qualquer tipo de resíduo.

Bem à frente da legislação e com olhos no futuro, a empresa que iniciou as atividades em Chapecó/SC com apenas três funcionários, hoje ultrapassa os 400 e atende sete estados brasileiros, que perfazem 100 milhões de habitantes, os quais geram, em média, 1,2kg de resíduos de saúde per capita por ano. Duas décadas depois do olhar visionário, a empresa se transformou em Grupo Servioeste, composto por 13 empreendimentos de diferentes ramos e em plena ascensão no Brasil. 

Uma gestão familiar

Pai, filhos e genro projetam carreiras e unem forças na administração das empresas

As famílias empresárias estão comandando a economia global! A estimativa é que 80% das empresas no mundo sejam familiares. No Brasil, o índice é ainda maior: nove em cada dez empresas são geridas pela família, de acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

O empreendimento familiar apresenta vantagens sobre os outros tipos de negócios: interesses comuns, confiança mútua, projetos a longo prazo, mais dedicação e envolvimento pessoal. A Servioeste é um exemplo de negócio familiar que prosperou.

Sempre que pode, Doacyr Balbinot começa o dia com café da manhã na companhia dos filhos. Atento a tudo, o empresário, junto com seus quatro filhos e um genro assumem as funções de diretoria no grupo das empresas da família.

Sandra, a filha mais velha de Balbinot, é diretora administrativa e financeira da Servioeste. Mão de ferro nos negócios, ela admite que os desafios no comando de uma empresa são muitos, mas tem tranquilidade ao falar do envolvimento familiar nas decisões.

“A gente pode até não concordar em alguns momentos, mas as diferenças acabam quando algo é decidido e passamos a ter um único objetivo. Unimos forças e sempre trabalhamos pela mesma causa”, detalha, ao considerar que a família amadureceu ao assumir grandes responsabilidades.

Advogada por formação, ela conta que dedicou dez anos da vida à carreira jurídica, mas deixou o sonho pessoal de lado em março de 2007, quando decidiu se desafiar ao trabalhar com a família.

“Eu estava num momento muito feliz, de crescimento profissional como advogada, mas senti que poderia contribuir com a Servioeste. Foi por minha família que decidi ajudar no gerenciamento da empresa, que na época crescia muito, porém de forma desordenada. Era um ramo novo para todos nós e foi muito desafiador, mas estou aqui até hoje. Me sinto realizada em todos os sentidos”.

Mãe de dois filhos, Sandra é colega de trabalho do marido com quem divide, além da vida pessoal, os desafios da gestão empresarial. Formado em Administração de Empresas e Gestão Ambiental, Deivid de Oliveira é diretor comercial da Servioeste e ajudou a construir a empresa. Foi em 2003 que entrou para cuidar do setor administrativo, mas também precisou desempenhar funções financeiras, de logística e operacional, num período de muitos desafios diante da resistência social de preservação ambiental.

“No início dos anos 2000 era preciso convencer as pessoas da importância em preservar, só mais tarde vieram as legislações regulamentando o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde. Mas a gente sempre manteve o cuidado com o meio ambiente, qualidade nos serviços prestados e foi aprimorando os processos”.

Um dos momentos que Deivid considera mais desafiadores da sua trajetória na Servioeste foi a negociação para a prestação de serviços no Aeroporto RIOgaleão, no Rio de Janeiro/RJ. Foram meses de negociações até o fechamento do contrato em 2017.

“O RIOgaleão se tornou um desafio pessoal para cada diretor por ser um dos maiores aeroportos do Brasil por onde passam cerca de 16 milhões de pessoas por ano, em uma cidade tão grande como o Rio de Janeiro. Nós realizamos a coleta dos resíduos comuns, em média, três vezes por dia, e ainda somos responsáveis pela operação da Central de Resíduos Infectantes, que funciona 24 horas por dia”.

Deivid acredita que o desafio do gestor moderno é manter a qualidade dos serviços, buscando a satisfação do cliente com perspectivas de novos mercados.

“São poucas empresas no Brasil que dispõem do tratamento completo dos resíduos de serviços de saúde como a Servioeste. Já estamos nos preparando para os próximos 20 anos, buscando entender as tendências de mercado, respeitando as leis e de olho nas novas tecnologias”.

Buscar novos mercados é a aptidão de Jeferson, o segundo filho de Balbinot e o que mais se envolve na prospecção de negócios. Especialista em gestão ambiental e em auditoria e perícia, ele participou do processo de abertura de todas as unidades da empresa.

“O negócio precisa ser viável, não é simplesmente ir e trabalhar. Eu estudei o mercado antes da abertura de cada uma das filiais, com análise da concorrência, sondando clientes e identificando o potencial de crescimento”, conta orgulhoso ao ressaltar que o planejamento é indispensável no mundo empresarial.

Satisfeito com a atuação da Servioeste, Jeferson acredita que a empresa tem tudo para continuar crescendo.
“Nos primeiros 20 anos o trabalho foi garantir a qualidade do serviço para consolidar o nosso nome no mercado. Temos o pé no chão para cuidar do que já foi feito, mas há muito ainda para expandir no ramo de tratamento de resíduos”.

Quando a Servioeste dava os primeiros passos, Jeferson ajudou a fazer a terraplanagem no terreno em Chapecó, onde a matriz ainda está implantada. Em 2004, passou a atuar como vendedor e hoje é o Diretor Operacional da empresa, acumulando a função de Diretor da unidade de Pescaria Brava/SC. A inspiração para o trabalho vem do pai: visionário nos negócios e capaz de ensinar através do exemplo.

“Ele sempre diz que o cliente não pode ser tratado como um número, que é preciso manter a essência. O pai mantém o controle dos negócios até hoje e não vai parar, porque a vida dele é buscar novos horizontes e eu aprendi isso com ele”, finaliza.

Manter os filhos por perto sempre foi uma virtude de Balbinot. Cristian conta que desde criança acompanhava o pai e cresceu no mundo dos negócios. Aos 21 anos, o caçula da família entrou para o Grupo Servioeste, auxiliando nas questões gerenciais. Dois anos depois estava no Rio de Janeiro, assumindo a gerência da unidade de Barra do Piraí.

“Este foi, sem dúvida, o maior desafio da minha vida, porque eu tinha só 23 anos e fui morar num dos estados mais populosos do Brasil. A unidade passava por uma situação delicada e a expectativa da direção depositada em mim era grande. Além disso, era preciso liderar pessoas com mais experiência profissional que eu. Busquei apoio na minha família, encarei como uma oportunidade e adquiri muito conhecimento”.
Três anos mais tarde, em 2017, Cristian voltou para Chapecó onde ficou só seis meses e, em seguida, foi para Maringá/PR assumir a gerência da unidade. Em fevereiro de 2019 ele retornou a Chapecó, onde, além de Diretor de Patrimônio, também auxilia nas questões operacional e comercial de todas as unidades da Servioeste.

Hoje, aos 29 anos, Cristian diz que está pronto para qualquer desafio dentro da empresa porque a família é sua referência e sabe que nunca estará sozinho.

“A Servioeste tem importante contribuição com o meio ambiente e também na vida de muitas pessoas. O emprego dos nossos colaboradores reflete diretamente na estrutura financeira de centenas de famílias. Nos próximos 20 anos nosso objetivo é manter essa importante responsabilidade social”.

O envolvimento dos filhos no mundo dos negócios é um talento herdado do pai. É assim que a filha Dayane analisa a influência de Balbinot na vida familiar.

“Eu e meus irmãos trabalhamos desde cedo e crescemos assumindo muitas responsabilidades. Nosso pai nos cobra muito e a gente só aprende com isso”.

Dayane era adolescente quando trabalhou na Servioeste. Com 14 anos, auxiliava nos serviços de escritório, mas aos 18, decidiu morar em Curitiba/PR onde se especializou em ortodontia e chegou a montar um consultório. Percebendo o crescimento dos negócios da família, em 2016 retornou ao oeste catarinense para atuar em uma das empresas do Grupo.

“O pai estava inaugurando o Holiday & Business Hotel e me chamou para assumir a gerência administrativa e financeira, um trabalho muito desafiador. Com o tempo, eu descobri que é isso que eu gosto. O contato com as pessoas de diferentes culturas me faz crescer muito, porque é preciso entender o mercado e buscar conhecimento para ser competitivo”.

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