Postado em 16 de Fevereiro às 14h53

Servioeste na mídia

Meio Ambiente (82)

Revista da área ambiental busca expertise da Servioeste

Deivid de Oliveira, Diretor Operacional da Servioeste, concede nova entrevista à Revista Meio Ambiente Industrial.

Deivid ressalta que a experiência de 21 anos no ramo de resíduos de saúde e os constantes investimentos em tecnologia, gestão de pessoas, treinamento e capacitação de colaboradores e clientes, mantém a Servioeste na vanguarda e preparada para situações de crise.

A matéria sobre as lições da Covid-19 foi publicada em fevereiro deste ano.

Confira entrevista completa.

Revista Meio Ambiente Industrial (RMAI): Quais principais lições que a empresa tira desse momento?

Deivid de Oliveira: Percebemos que estar próximo do cliente, facilita a capacidade de adaptação e resposta a diferentes situações. Acertamos também quanto ao robusto investimento em tecnologia avançada, gestão de pessoas, treinamento e capacitação de colaboradores e clientes. Estas ações foram fundamentais para enfrentar a pandemia.

RMAI: Como a empresa está se preparando para o pós-pandemia e quais são as perspectivas para 2021?

Deivid de Oliveira: A pandemia e seus reflexos se estenderão ao longo de 2021. Estamos preparados para lidar com ela o tempo que for necessário. A busca pelo aprimoramento dos serviços prestados, desde a coleta até a destinação final, é uma constante na Servioeste. Nosso foco é tornar os serviços cada vez mais ágeis e seguros para o nosso cliente e para a sociedade.

RMAI: Com a Covid-19 a demanda por serviços em gestão de resíduos da saúde foi extremamente pertinente. Como a empresa se estruturou para atender as especificidades trazidas com a pandemia para a gestão de resíduos?

Deivid de Oliveira: A Servioeste atua há 21 anos na gestão de resíduos da saúde, portanto, a experiência fez toda diferença neste momento. Como atuamos em todo o Brasil, vivenciamos realidades distintas, o que nos traz muito conhecimento e rápida capacidade de resposta.

A prestação dos serviços foi tratada em conjunto com os grandes geradores. Estivemos ao lado deles, acompanhando a instalação de hospitais de campanha e pontos específicos para atendimento. O contato contínuo aliado à percepção das necessidades do gerador, garantiram agilidade em todo processo.

Investir em TI foi fundamental para alcançar a excelência na prestação de serviços. Melhoramos a interligação dos sistemas de gestão de operações, coleta informatizada e rastreamento da frota.

A estrutura da empresa foi mobilizada para atender ao aumento da demanda. Investimos também na aquisição de veículos, modernos EPI´s e na contratação de novos colaboradores para área operacional.

Pela abrangência e agressividade do vírus, o primeiro passo tomado foi o reforço quanto à proteção individual, seguindo os protocolos estabelecidos pelos órgãos sanitários. Elaboramos manuais e capacitamos as equipes administrativa, comercial, operacional e oferecemos cursos aos geradores.

RMAI: Em complemento à pergunta anterior, é possível a empresa já calcular o aumento da demanda por serviços (gestão de resíduos na área da saúde) nesse período de pandemia?

Deivid de Oliveira: Nossa demanda cresceu em torno de 20% entre abril e outubro de 2020, em todos os sete estados de atuação do Grupo (RS, SC, PR, SP, RJ, ES, MG).

RMAI: Houve muitas adaptações para atender esses quesitos, mantendo o propósito de oferecer um serviço sustentável, que não impacte o planeta e ainda obedeça às recomendações sanitárias? Poderia citar algumas mudanças e se estas serão adotadas permanentemente?

Deivid de Oliveira: A gestão de resíduos de saúde, independente da pandemia, já demanda cuidados especiais em todos as etapas do ciclo. Com a chegada do vírus, intensificamos as orientações aos geradores para que sigam rigorosamente as normativas vigentes, redobrando cuidados nas etapas de segregação e acondicionamento dos resíduos provenientes da assistência a pacientes suspeitos ou confirmados de covid-19.

Nossa equipe técnica capacita os geradores (secretarias de saúde, empresas, hospitais, universidades) constantemente, levando em conta a legislação e alternativas para minimizar custos, impactos ao meio ambiente e reforço quanto ao correto manejo de resíduos.

O treinamento permite que o colaborador compreenda todo o processo de gestão: segregação, acondicionamento, identificação, armazenamento, coleta interna e externa, transporte, processos básicos de tratamento dos resíduos como autoclavagem, incineração e disposição final.

Os resíduos produzidos por serviços de saúde apresentam alto risco de contaminação por conterem agentes biológicos infecciosos. A gestão inadequada pode causar acidentes de trabalho, expor a comunidade, prejudicar a qualidade do solo, contaminar lençóis freáticos e aquíferos, e impactar na saúde humana e animal. É crucial que os resíduos provenientes do atendimento a pacientes sejam tratados para que não se tornem também um canal de transmissão de doenças. 

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